Cerimônia realizada na tarde desta terça-feira, em São Paulo, reuniu importantes nomes do empresariado brasileiro em celebração ao empreendedorismo, à livre iniciativa e à liberdade econômica
São Paulo, 18 de agosto de 2026 — A Associação PanAmazônia realizou, na tarde desta terça-feira (18), no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo, a cerimônia de outorga da Medalha AMAZONIA LIBERA ET PROSPERA, em homenagem a seis empresários e líderes brasileiros reconhecidos por suas trajetórias em defesa da liberdade econômica, do empreendedorismo, da propriedade privada e da livre iniciativa.
Conduzida por Belisário Arce, Diretor-Geral da Associação PanAmazônia, a cerimônia foi um grande sucesso e reuniu um seleto grupo de convidados, com expressiva presença de empresários e lideranças do setor privado brasileiro. Com casa cheia, o evento contou com a presença de nomes de destaque da elite do empresariado nacional e foi marcado por um ambiente de prestígio e confraternização. Os seis homenageados compareceram acompanhados de suas esposas, familiares e amigos.
A medalha foi concedida a Winston Ling, Salim Mattar, Meyer Nigri, Flávio Rocha, Helio Beltrão e Jairo Leal, personalidades com diferentes trajetórias empresariais, mas unidas pela defesa de princípios como a liberdade econômica, a iniciativa individual, o direito de propriedade e a criação de um ambiente favorável ao empreendedorismo e à geração de riqueza.
A Medalha AMAZONIA LIBERA ET PROSPERA foi instituída pela Associação PanAmazônia em homenagem aos 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos e aos 250 anos da publicação de A Riqueza das Nações, de Adam Smith. A distinção simboliza a ligação histórica entre liberdade política e liberdade econômica e reconhece personalidades que contribuíram para a promoção desses valores.
Winston Ling, empresário e investidor, é um dos pioneiros do movimento liberal empresarial brasileiro. Filho de Sheun Ming Ling, pioneiro da soja no Rio Grande do Sul, participou da fundação do Instituto Liberal do Rio de Janeiro, em 1983, liderou a criação do Instituto Liberal do Rio Grande do Sul e esteve entre os idealizadores do Instituto de Estudos Empresariais, criado em 1984 para aproximar jovens empresários dos princípios da liberdade econômica, da propriedade privada e do Estado de Direito.
Salim Mattar, cofundador da Localiza, transformou sua experiência como empresário em uma longa trajetória de militância pela liberdade econômica. Atua no Instituto Liberal desde 1986 e fundou o Instituto Liberal de Belo Horizonte e o Instituto de Formação de Líderes. Entre 2019 e 2020, no governo Jair Bolsonaro, ocupou a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, participando da agenda de privatizações e desestatização do governo federal.
Meyer Nigri, engenheiro civil formado pela USP e fundador da Tecnisa, construiu uma das importantes empresas brasileiras do setor imobiliário. Sua atuação pública também o levou a participar ativamente dos debates sobre economia e reformas, defendendo a redução de entraves à atividade empresarial e uma agenda de maior liberdade econômica.
Flávio Gurgel Rocha, empresário do Grupo Guararapes e da Riachuelo, tem uma trajetória que combina liderança empresarial e atuação política. Foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte por dois mandatos, entre 1987 e 1995, e tornou-se uma das vozes mais conhecidas do empresariado brasileiro em defesa do livre mercado, da redução da burocracia e da liberdade para empreender. Em 2018, lançou sua pré-candidatura à Presidência da República com uma plataforma de orientação liberal na economia.
Helio Beltrão, administrador, investidor e fundador e presidente do Instituto Mises Brasil, é uma das principais referências brasileiras na divulgação da Escola Austríaca de Economia e na defesa do livre mercado. Com MBA em Finanças pela Universidade Columbia, teve carreira executiva no Banco Garantia, na Mídia Investimentos e na Sextante Investimentos. Também foi fundador do Instituto Millenium.
Jairo Leal, empresário e fundador da Revista Oeste, possui mais de quatro décadas de atuação no Grupo Abril, onde também integrou o Conselho de Administração. Em 2020, fundou, ao lado de Augusto Nunes e José Roberto Guzzo, a Revista Oeste, publicação que desde sua origem se tornou conhecida pela defesa da liberdade econômica, da iniciativa privada e de uma menor intervenção do Estado na vida dos cidadãos.
Um dos momentos de destaque da cerimônia foi a referência aos 250 anos de A Riqueza das Nações, obra de Adam Smith que inspirou a criação da medalha.
Durante a solenidade, Salim Mattar e Flávio Rocha destacaram a importância especial da homenagem. Ambos relataram que tiveram contato com a obra de Adam Smith ainda jovens e que a leitura de A Riqueza das Nações teve papel fundamental em sua formação intelectual e empresarial.
Para os dois empresários, os princípios apresentados por Adam Smith ajudaram a compreender a importância da liberdade econômica, da iniciativa individual e do empreendedorismo, valores que posteriormente estiveram presentes em suas trajetórias à frente de grandes empresas brasileiras.
A homenagem aos 250 anos da obra, portanto, ganhou um significado particular para os dois empresários, que associaram sua formação e parte de sua visão empresarial aos ensinamentos que extraíram da leitura de Adam Smith ainda na juventude.
Ao conduzir a cerimônia, Belisário Arce destacou que a medalha representa mais do que uma homenagem individual: é uma afirmação dos princípios que orientam a atuação da Associação PanAmazônia.
Segundo Arce, a entidade defende a liberdade econômica como condição fundamental para que indivíduos e empresas possam criar, produzir, investir e inovar, gerando riqueza, empregos e desenvolvimento.
O diretor-geral também ressaltou a relação entre esses princípios e o futuro da Amazônia. Para a Associação PanAmazônia, a região, que ocupa aproximadamente 60% do território brasileiro, possui extraordinário potencial econômico e localização estratégica, mas precisa ter suas forças produtivas liberadas para que possa transformar sua dimensão territorial em grandeza econômica.
Nesse contexto, a entidade defende maior liberdade para que os habitantes da Amazônia possam empreender, investir e produzir, com redução da burocracia e dos obstáculos à atividade econômica.
A mensagem encontrou forte receptividade entre os homenageados. Winston Ling, inspirado pelo discurso de Belisário Arce, afirmou que o Brasil deveria caminhar na direção de se transformar em uma grande Zona Franca, tomando como referência a experiência de Manaus: um país com menos barreiras à atividade econômica e com liberdade para produzir, investir, empreender e prosperar.
A cerimônia também foi oportunidade para reafirmar a posição da Associação PanAmazônia em relação à Zona Franca de Manaus.
Para a entidade, a experiência da Zona Franca demonstra que a criação de condições mais favoráveis à atividade empresarial e a redução da carga tributária podem estimular investimentos, produção e geração de empregos.
A Associação PanAmazônia sustenta que, em vez de reduzir as condições que permitiram o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus, o Brasil deveria ampliar a liberdade econômica para todas as regiões, reduzindo a burocracia e a carga tributária e criando um ambiente mais favorável ao empreendedorismo.
A manifestação de Winston Ling reforçou essa visão. Para o empresário, a experiência de Manaus demonstra que é possível criar condições para que a iniciativa privada se desenvolva e que o Brasil deveria buscar justamente a ampliação dessas condições de liberdade.
“AMAZONIA LIBERA ET PROSPERA” — Amazônia livre e próspera — sintetiza, segundo a Associação PanAmazônia, não apenas uma aspiração para a região amazônica, mas uma visão de desenvolvimento para todo o Brasil.
A cerimônia de São Paulo deu continuidade à galeria de personalidades já agraciadas com a medalha, entre elas o presidente da Argentina, Javier Milei, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado federal Ricardo Salles.
Com a homenagem a Winston Ling, Salim Mattar, Meyer Nigri, Flávio Rocha, Helio Beltrão e Jairo Leal, a Associação PanAmazônia reafirma seu compromisso com a defesa da liberdade econômica, da livre iniciativa, da responsabilidade individual, da segurança jurídica e do empreendedorismo como instrumentos fundamentais para a prosperidade da Amazônia e do Brasil.
A tarde de homenagens terminou em clima de celebração e confraternização, reunindo alguns dos mais importantes nomes do empresariado brasileiro em torno de uma mesma mensagem: a liberdade econômica é condição essencial para que indivíduos, empresas, regiões e países possam realizar plenamente seu potencial de desenvolvimento e prosperidade.