No decorrer da semana que se iniciou em 17 de agosto, Belisário Arce, Diretor-Geral da Associação PanAmazônia, entregou a candidatos majoritários nas eleições de 2026 CARTA DE PRINCÍPIOS LIBERAIS ECONÔMICOS E PRIORIDADES DE INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL. O documento está sendo entregue para TODOS os candidatos a cargos majoritários de todos os estados da Amazônia. Em Roraima, foram entregues em mãos do ex-governador Antonio Denarium que se comprometeu a fazer chegar aos candidatos que apoia ao governo e ao Senado, respectivamente, Arthur Henrique (PL) e Helena da Asatur (PSD). No Amazonas, a carta já foi entregue à candidata ao governo do estado, Professora Maria do Carmo Seffair (PL). Cabe salientar que a Associação PanAmazônia é uma organização, absolutamente, apartidária politicamente. O texto integral da carta segue abaixo.
Carta entregue em Manaus à Professora Maria do Carmo Seffair (PL)
Carta para candidatos de Roraima, entregue ao ex-Governador Antônio Denarium
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CARTA DE PRINCÍPIOS E
PRIORIDADES AOS CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES 2026 Pela Autodeterminação
Econômica, Liberdade de Empreender e Soberania da Amazônia. |
A Associação PanAmazônia, instituição
dedicada à defesa da liberdade econômica, do livre arbítrio individual, da
livre iniciativa, da redução do peso do Estado e do desenvolvimento pleno da
região, apresenta aos postulantes à Presidência da República, aos Governos
Estaduais e ao Senado Federal a sua plataforma de compromissos para
as eleições de 2026.
A Amazônia não pode continuar sendo
tratada como um mero santuário intocável ou almoxarifado de carbono tutelado
por burocracias distantes e ONGs internacionais. Com quase 30 milhões de
brasileiros em seu território, a região exige respeito à sua autodeterminação
econômica. A superação da pobreza, o bem-estar social e a própria preservação
ambiental só são sustentáveis quando alicerçados na liberdade, na
prosperidade, na geração de riqueza privada e no respeito ao direito de
propriedade.
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Nosso Posicionamento:
Não
aceitamos a tese de que a Amazônia deva ser condenada ao subdesenvolvimento
sob o pretexto de um ambientalismo excessivo e ideológico. Exigimos liberdade
para produzir, segurança jurídica para investir e infraestrutura de ponta
para competir. |
I. LIBERDADE ECONÔMICA, DESREGULAMENTAÇÃO E
ESTADO EFICIENTE
1. Desregulamentação, Desburocratização e
Estado Mínimo
Reduzir drasticamente o
intervencionismo estatal, revogar normas redundantes e extinguir barreiras
cartoriais que asfixiam os negócios. O papel do Estado deve ser estritamente o
de garantidor da ordem, da segurança jurídica e das regras do jogo, nunca de
obstáculo à iniciativa privada.
2. Fim do Eco-Intervencionismo e Licenciamento
Ambiental Ágil e Técnico
Substituir a atual morosidade punitiva
por processos de licenciamento objetivos, digitalizados e pautados em ciência
real — nunca em ativismo ideológico. Implementar prazos peremptórios (com
aprovação tácita em caso de inércia para atividades de baixo e médio impacto),
responsabilização por atrasos imotivados e o fim da insegurança jurídica sobre
empreendimentos regulares.
3. Menos Impostos, Simplificação Radical e
Proteção à Competitividade Regional
Reduzir a carga tributária que onera o
trabalho e a produção. Blindar e fortalecer os modelos constitucionais de
desenvolvimento regional — especialmente o Polo Industrial de Manaus (Zona
Franca de Manaus) e as Áreas de Livre Comércio —, assegurando previsibilidade e
neutralizando qualquer tentativa de esvaziamento fiscal ou assimetria
concorrencial na implementação da Reforma Tributária.
4. Segurança Jurídica, Regularização Fundiária
e Respeito à Propriedade Privada
A garantia irrestrita ao direito de
propriedade e a titulação célere de terras constituem o alicerce fundamental do
investimento privado, do crédito e da ordem social. Sem títulos claros,
fomenta-se o conflito e afugenta-se o capital.
II. EXPLORAÇÃO SOBERANA E RACIONAL DOS
RECURSOS NATURAIS
5. Potencial Mineral, Fertilizantes e
Transição Energética
Destravar a pesquisa e lavra de
minerais estratégicos na Amazônia, viabilizando projetos vitais como a
exploração de potássio em Autazes/AM — indispensável para a soberania alimentar
e o agronegócio nacional —, além de minerais críticos para a nova economia
global, conciliando tecnologia e rigor técnico.
6. Soberania Energética e Exploração de
Hidrocarbonetos (Margem Equatorial e Gás Natural)
Garantir à região o direito soberano
de prospectar e explorar suas reservas de gás natural e a bacia de óleo e gás
da Margem Equatorial. Os recursos energéticos amazônicos devem gerar emprego,
royalties, gás barato para a indústria local e segurança energética para o
Brasil.
III. COMÉRCIO, INFRAESTRUTURA ESTRATÉGICA E
INTEGRAÇÃO CONTINENTAL
7. BR-319: Fim do Isolamento Terrestre do
Amazonas
Concluir em caráter de urgência máxima
a repavimentação e manutenção perene do Trecho do Meio da BR-319. O
confinamento terrestre de mais de quatro milhões de pessoas em pleno século XXI
é uma agressão aos direitos de cidadania, à segurança sanitária e à integração
nacional. Além da estrada, propriamente, é importante a construção de pontes e
a garantia de serviços de balsa eficientes e em operação de 24h ao dia no
trechos de maior movimentação, como é o caso entre a Ceasa em Manaus e Careiro
da Várzea.
8. Eixos Rodoviários Estratégicos: BR-174,
BR-364, BR-425 e BR-163
Garantir a livre circulação
ininterrupta 24h na BR-174 (superando os bloqueios na Terra Indígena
Waimiri-Atroari) para integrar Roraima e o Caribe; modernizar a BR-364 e a
BR-425 em Rondônia e Acre com revisão de pedágios abusivos; e consolidar os
corredores logísticos da BR-163 e ferrovias no Pará.
9. Hidrovias Eficientes, Livre Concorrência na
Praticagem e Segurança Fluvial
Transformar as bacias dos rios
Amazonas, Madeira, Tapajós e Solimões em hidrovias modernas com dragagem e
sinalização perenes. Desregulamentar o mercado de praticagem para eliminar
custos monopolistas artificiais, combater com rigor a pirataria fluvial armada
e assegurar a operação contínua 24h das travessias vitais.
10. Comércio, Integração Transfronteiriça e
Corredor Logístico Continental
Concluir a ponte internacional sobre o
Rio Guaporé (Bolívia) e modernizar os postos de fronteira com Guiana,
Venezuela, Colômbia e Peru. Posicionar a Amazônia como a grande rota bioceânica
entre o Atlântico, o Pacífico e o Caribe. Priorizar a conclusão e implementação
de acordos bilaterais que favoreçam o comércio e a integração com os países
amazônicos, em especial, com a Guiana e o Peru, além de especial atenção para a
retomada do comércio com a Venezuela.
COMPROMISSO COM O FUTURO
A grandeza territorial da Amazônia
(60% do Brasil) precisa corresponder à sua grandeza socioeconômica. Defender a
Amazônia é defender a liberdade e a prosperidade dos cidadãos que nela vivem e
trabalham.
Conclamamos os candidatos em 2026 a
assumirem publicamente este pacto pela livre iniciativa, pelo respeito aos
amazônidas e pela soberania do desenvolvimento regional.
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Por uma Amazônia altiva, integrada e próspera!